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quarta-feira, 12 de março de 2014

CRIANCEIRAS - O Musical

Inspirado na obra de Manoel de Barros
Concebido pelo músico Márcio de Camillo a partir da obra de Manoel de Barros, o mais aclamado poeta brasileiro da contemporaneidade, inspirado nas iluminuras da artista plástica Martha Barros, sob a direção de Luiz André Cherubini e com a estética teatral do Grupo Sobrevento de Teatro de Animação, o espetáculo CRIANCEIRAS, amálgama teatro e cinema de animação, música, tecnologia digital e literatura, fazendo-se ponte da obra poética para a infância.
  A cena é construída a partir do brincar dos intérpretes com a palavra do poeta musicada em interação com imagens físicas e projetadas que, delicadamente, no desenrolar das intrigas caçam jeitos inesperados para a liberdade dos curiosos personagens Bernardo, Sabastião, Caranguejo Se Achante, Sombra-Boa, e outros. Uma encenação delicada, sofisticada, inusitada e bela, concebida por artistas criadores comprometidos com a estética contemporânea da arte feita para crianças.

22 e 23 de Março
18h00
Teatro Glauce Rocha (UFMS)

Ingressos: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia) à venda nas livrarias Leitura (Shopping Campo Grande, 2º piso) e Leparole (Rua Euclides da Cunha, 1.126)
Informações: (67) 3026-2240

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Soy Latino Americano - O Musical

15 e 16 de Março
Teatro Aracy Balabanian
Rua 26 de Agosto, 453 - Centro
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Não vai ter Copa?

 por Igor Vitorino da Silva*

Copa é adiada para 2015 e transferida para Suíça. Governo Dilma despenca em aprovação e é derrotado nas eleições de 2014. Protestos contra Copa recuam e extremistas são presos. CPI da Copa indica prisão de centenas de políticos e empresários por desvios de verba e realiza a maior frente política contra corrupção da história brasileira.
 Esses sonhos são projetados todos os dias nas narrativas oficiais e oficiosas que envolvem os debates sobre realização da Copa de 2014 no Brasil e a correnteza de protestos que tomaram as ruas do país. Um caldeirão de paranoia, interesses, oportunismos e desinformação projetam um cenário de instabilidade e pânico em torno do megaevento destacando a incapacidade do país de realizá-lo e prenunciando que será um vexame aos olhos estrangeiros.
 A grande mídia tradicional e os partidos de oposição diariamente estão nos incautos do Governo Federal fiscalizando o cronograma da Copa, buscando maximizar ganhos eleitorais e financeiros, a cada erro ou incongruência anunciam a debilidade da festa e ineficiência do Governo Federal. A cada matéria fica a sensação que essa será a pior das copas do mundo e que a culpa é da corrupção brasileira (principalmente, da desorganização do Governo Federal).
 Entretanto, desde 2013 a grande mídia tradicional e os partidos de oposição disputam o monopólio da crítica política ao país e à Copa do Mundo com os movimentos sociais e protestos que resistem nas ruas. Acusados de violentos, baderneiros e até de terroristas, principalmente os grupos que adotam tática Black Bloc, passaram ser o grande temor dos “donos do poder”, visto que as suas palavras de ordem não passam pela discussão eleitoral e nem da eficiência do Governo Federal. Elas se direcionam para o questionamento da legitimidade da mobilização de imensos recursos públicos para a promoção de uma festa privada (empreiteiras e grandes corporações), assim como da reorganização das cidades brasileiras (centralmente, as cidades sede de jogos) como mercadoria, desconsiderando os interesses populares e as condições de vida dos mais pobres. Enfim, questionam se realmente as instituições republicanas representam os interesses do povo!
 Na realidade, a Copa de 2014 e o Governo Federal vivem numa encruzilhada política e eleitoral. Isso não significa que não teremos Copa de 2014. A beleza dos estádios já terminados e o sucesso nas vendas de ingressos já prenunciam que a festa não será pequena. Mas será uma festa com tons democráticos, apesar das tentativas de repressão policial e política, em que os fogos dos estádios juntar-se-ão aos fogos das ruas, talvez até dividindo as atenções das grandes mídias. Na realidade, não há lugar mais no país para o nacionalismo ingênuo e nem a acumulação eleitoral fácil. Democracia é ruído, e é por isso que os conservadores são antidemocráticos, pois temem (e desejam eliminar) a Diferença, as Negatividades, a Divergência e o Dissenso.

*Igor Vitorino da Silva é historiador, professor, capixaba e vascaíno.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Malásia

 Nunca acreditei muito nessas estatísticas do Blogger, que mostram as origens de tráfego e os acessos. Acontece que fiz um teste com uma amiga que mora na Bélgica. Pedi à ela que acessasse o meu blog uma única vez. Feito isso, fui verificar as estatísticas. E adivinhem... Lá estava registrado o bendito acesso Belga.
 Antes de fazer esse pequeno teste, alguns fatos já me chamavam a atenção. Como por exemplo, quando escrevi sobre pessoas que vivem nos EUA e nos dias seguintes foram registrados acessos daquele país. O mesmo aconteceu com a Rússia, China e Canadá.
 Passei a considerar um pouco mais essas estatísticas.
 No entanto, mas, contudo, porém, entretanto, tem um detalhe que nunca deixou de me intrigar - existe um país, sobre o qual nunca escrevi absolutamente nada (nem uma vírgula!), que nunca pensei em conhecer, que tenho absoluta certeza de não ter nenhum amigo passando férias por lá, que não sei falar sequer "bom dia" no seu idioma... Mas que é o vice-campeão de acessos (995), perdendo apenas para o Brasil (3.670). Esse país é a Malásia. E é a ele que dedico a postagem de hoje.
 Não sei se os malaios estão realmente me rendendo todos esses acessos, ou se há algum erro do Blogger. De qualquer forma, aqui fica a minha homenagem e o meu agradecimento. Só peço que, se há algum malaio aí, lendo essa postagem, deixe um comentário, pra eu saber que você realmente existe e tá lendo meu blog, sabe lá Deus por quê.
 Ah, e por falar nisso, você sabia que a Malásia é o maior produtor mundial de borracha, azeite de dendê e estanho? Sabia também, que boa parte de sua população fala um idioma derivado do português? Não? Nem eu. Fiquei sabendo hoje.
 E não é que me deu uma vontade de conhecer a Malásia?!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Sonata ao Luar



Sombra Boa não tinha e-mail.
Escreveu um bilhete:

"Maria me espera debaixo do ingazeiro
quando a lua tiver arta."

Amarrou o bilhete no pescoço do cachorro
e atiçou:
Vai Ramela, passa!
Ramela alcançou a cozinha num átimo.
Maria leu e sorriu.
Quando a lua ficou arta Maria estava.
E o amor se fez
Sob um luar sem defeito de abril.


sábado, 8 de fevereiro de 2014

10 Regras Para Bem Viver

por Ézel Elmar*


Domine a língua. Diga sempre menos do que pensa. Cultive uma voz baixa e suave. O modo de falar impressiona mais do que o que se fala.

Pense antes de fazer uma promessa e depois não a quebre, nem dê importância ao quanto custa cumprí-la.

Nunca deixe passar uma oportunidade para dizer uma coisa meiga e animadora a uma pessoa ou a respeito dela.

Tenha interesse nos outros, em suas ocupações, em seu bem-estar, seus lares e família. Seja sempre alegre com os que riem e lamente com os que choram. Aja de tal maneira que as pessoas com quem você se encontrar sintam que você lhes dispensa atenção e lhes dá importância.

Seja alegre. Conserve para cima os cantos da boca. Esconda suas dores, desapontamentos e inquietações sob um sorriso. Ria das histórias boas e aprenda a contá-las.

Conserve a mente aberta para todas as questões de discussão. Investigue mas não argumente. É próprio das grandes mentalidades discordar e ainda conservar a amizade do seu oponente.

Deixe as suas virtudes falarem por si mesmas e recuse falar das faltas e fraquezas dos outros. Condene os murmúrios. Tenha como regra falar só coisas boas de seus semelhantes.

Tenha cuidado com os sentimentos dos outros. Gracejos e críticas não valem a pena. e frequentemente magoam quando menos se espera.

Não faças questão de observações más a seu respeito. Viva de modo que ninguém acredite nelas.

Não seja excessivamente zeloso dos seus direitos. Trabalhe, tenha paciência, conserve-se calmo, esqueça-se de si mesmo e receberá a recompensa.


*Conheci esse texto durante uma oficina de oratória, ministrada pela professora Maria Garcia Borges. Pesquisando sobre o autor na internet, nada encontrei. Ainda assim, achei interessante compartilhar essas dicas, apesar de não concordar totalmente com todas elas.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Achei na Net


 Alô, alô marciano! Aqui quem fala é da terra.
 Sei que ando meio offline, mas como já expliquei, é por uma boa causa.
 Tô passando só pra compartilhar com vocês esses três sites supimpas que encontrei.
 Aos amantes das artes cênicas, do conhecimento e cultura em geral, das maiores e mais curiosas bizarrices, e para quem sabe fazer miojo, recomendo.

 O primeiro da nossa lista é o insuperável Oficina de Teatro.
 Se você escreveu uma peça e sonha em vê-la num palco, se você está procurando uma peça para subir no palco, se você quer subir no palco mas não quer fazer isso sozinho, se você quer aprender a montar um palco, se você não quer nem saber de palco, esse site é pra você.
 Há mais de 11 anos no ar, o portal disponibiliza para download, peças que vão desde as tragédias da Grécia Antiga, passando pelos clássicos ingleses e italianos, aos textos daquele seu colega de faculdade. Nele também é possível criar seu perfil de artista, de acordo com suas habilidades e qualidades, e logo, encontrar artistas do mundo inteiro, de acordo com a sua necessidade ou preferência. Claro que a maioria é brasileira.
 Além de oferecer um espaço para divulgação de conteúdo da comunidade teatral (fotos, vídeos, etc) e uma lista enorme de escolas de teatro cadastradas, o site publica uma revista com artigos, matérias e notícias sobre o mundo do teatro e da arte em geral. Tá esperando o quê? Clica logo.

 O segundo, não deixa de ser sobre cultura. Só que uma cultura um pouco inusitada. Como o próprio slogan do blog diz: cultura sobrenatural, mistério e terror. É do Zona 33 que eu tô falando.
 Criado em julho de 2013 por Nando Bonvento, o blog já é sucesso entre os fascinados por lendas urbanas, fenômenos paranormais, aliens, conspirações, monstros, pseudociências, entidades, assombrações e afins.
 Apesar de ser músico, compositor, empreendedor e webdesigner, parece que o Sr. Bonvento decidiu contrariar a lógica e deixou a rotina um pouco de lado pra tratar de assuntos um tanto quanto “bizarros”.
 Juro pra vocês que de um empreendedor e webdesigner, eu esperaria um blog sobre como se sair bem numa entrevista de emprego, como se tornar um líder de sucesso ou como criar um site que pisca ou toca uma música quando alguém clica num link, menos, um site que fala sobre experimentos científicos macabros ou sobre canibalismo humano. De qualquer forma, vale a pena conferir e se intrigar com os mistérios mais cabulosos da humanidade.

 O nosso terceiro link, como o próprio autor diz, é uma espécie de revista interativa que reúne conteúdo compartilhado pela internet, de qualquer canto do mundo.
 Não lembro exatamente como o encontrei, só sei que guardei o link e não perco mais.
 O Entre Culturas, criado por Luis Orlando, é completíssimo: conta com publicações sobre quase todas as formas concebíveis de arte (cinema, música, literatura, pintura, etc), além de temas adicionais como Cidades do Mundo, Turismo e Aventura. Outra ideia super genial é a de publicar um poema toda semana, que se você quiser, pode receber por e-mail. Basta cadastrar seu endereço eletrônico. Não é demais?
 Como se não bastasse, você também pode ver e dar dicas de filmes, livros e músicas. Acha que ele para por aí? Não. Isso ainda não é tudo, pessoal. Você ainda pode ouvir rádios online de qualquer cantinho do planeta. É só escolher uma categoria, gênero ou nacionalidade. Nem vou contar como é que meu celular tá cheio de músicas chinesas, ciganas, eruditas e judaicas. Recomendo uso de fones de ouvido.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Qual o seu preço?

 Certa vez um jovem foi a um homem sábio, pedir conselhos. O homem sábio disse que só queria saber uma coisa.
 Ele propôs uma situação imaginária. 
- Imagine que você nunca seria pego e ninguém seria machucado. Ninguém perderia nada. Se estas circunstâncias fossem garantidas, você mentiria por 1 milhão de reais?
  O jovem pensou um pouco e respondeu:

- Sim, por 1 milhão e ninguém saberia e ninguém seria machucado. Eu mentiria.
 O sábio balançou a cabeça e disse:
- Tenho outra pergunta. Você mentiria por dez centavos?
 Furioso, o jovem indagou:
- Que tipo de pessoa você acha que eu sou?
  O sábio respondeu:

- Eu já sei que tipo de pessoa você é. Estou apenas tentando estabelecer seu preço.

 Do jornal - Does God Exist? (Será que Deus Existe?) July/Aug 96, pp. 22-3 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Prosopopéia Sobre o Amor

A poesia que eu te daria não é essa
Essa ri muito e é sobre nada.
Além de ser inconveniente e nas horas mais impróprias.
Afinal, nem sei que horas são essas.

Como posso então falar de amor?

Pouco importa agora se meus copos descartáveis podem ser lavados e reutilizados ou se a NSA leu os e-mails que te mandei.
Não sei mais calcular a raiz quadrada de Pi, tampouco explicar a origem do arco-íris ou dizer mais de dez palavras sobre genes recessivos e dominantes.

Como posso então falar de amor?

Te dei dezenove beijos, catorze abraços e onze sorrisos. Sendo a distância entre os corações, de seis centímetros, calcule o amor.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Breve Poesia

Poesia não sua
Poesia transpira
E apesar de ser sua
Você pouco admira

A poesia é minha
Por isso tropeça
Ela pouco caminha
Por mais que eu peça

Disse estar cansada
Por isso sentou
Não quis mais levantar
Então aqui terminou.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Poema Engarrafado

Cosme e Damião
Cospe e dá um pisão

São Expedito
Benedito

Santo Antônio
Enxofre e Argônio

São Miguel
Só comia pão-de-mel

São Rafael
Também comia pão-de-mel

São Gabriel
Também comia pão-de-mel

Santa Maria, a rainha
Queria pão-de-mel
Mas já não tinha.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Desculpinha Esfarrapada

 Quase um mês depois, consegui aparecer. Mesmo que apenas para dizer que ainda estou vivo.
 Perdoem-me pelo sumiço. É que na vida real, a gente precisa brincar de gente grande e acaba se enrolando nessa brincadeira sem graça chamada trabalho. Aí já viu. É mais difícil que fazer malabarismo com três bolinhas e ainda girar dois bambolês na cintura. Apesar de ainda estar de "férias" da faculdade, mal tenho conseguido descansar.
 Não que eu não tenha escrito nada ou não tenha encontrado coisas super interessantes na net. Até tenho escrito. Metades.
 Metade de um artigo. Metade de um poema. Metade de uma reflexão. Metade de uma história. Metades.
 Tenho encontrado cada coisa supimpa, e nada mais posso fazer do que me enviar os links por e-mail, para em alguma madrugada de insônia, ou final de semana de tédio, tentar escrever algo sobre.
 Paciência e compreensão é o que peço.
 Acho que ainda não aprendi a ser gente grande.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Inédia

Jejum, presente em várias religiões ao redor do mundo
 Jejum. Com certeza você já ouviu essa palavra.
 A prática do jejum está presente em diversas religiões ao redor do mundo, podendo ser total, onde a pessoa se priva totalmente de ingerir qualquer substância, ou parcial, onde admite-se a ingestão de bebidas ou alimentos específicos.
 Segundo relatos bíblicos, Moshe teria jejuado por 40 dias e 40 noites. Outros personagens da bíblia a repetirem a façanha, foram os profetas Eliyahu e Yeshua.
 Os judeus jejuam no Yom Kippur. Os muçulmanos, no Ramadan. Os cristãos e os budistas jejuam casualmente, como no caso dos católicos, que também aderem à prática na Quaresma.
 No sentido religioso, a prática do jejum está associada à purificação, através da submissão das necessidades do corpo, às do espírito. Jejuando, o praticante quer dizer que alimentar a alma é mais importante que alimentar o corpo. No caso do budismo, o jejum é motivado também pela necessidade de se reconhecer a importância do alimento e pela busca do auto-controle.
 Além do sentido religioso, o jejum pode adquirir significado de protesto, numa expressão conhecida como greve de fome. A pessoa se priva de alimentos até que uma determinada situação ou problema seja solucionado. Especialista nisso, tendo jejuado por longos períodos mais de 15 vezes, temos o lendário indiano Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido pelo título de Mahatma Gandhi. Casos recentes que ganharam notoriedade na mídia, foram os do palestino Samer Issawi, que jejuou por 8 meses, período em que ficou sob custódia da justiça israelense, e dos mais de 450 presos políticos do Egito, que iniciaram em 23 de dezembro uma greve de fome, como forma de denunciar as desumanidades cometidas pelos opositores de Mursi.
 Agora que já sabe o que é jejum, o que acharia se eu te dissesse que há pessoas que jejuam há mais de 70 anos? Duvida? Então, senta que lá vem a história.

Prahlad Jani, nos testes de 2010
 Não lembro exatamente quando, mas vi uma matéria no site G1 sobre um indiano (sempre eles, né?!) de 83 anos que dizia não comer nem beber há 70. É como se o sujeito fosse capaz de fazer fotossíntese, alimentando-se apenas da luz do sol e de oxigênio. Como se não bastasse, ele também não urina, nem defeca. Estou falando de Prahlad Jani, um Sadhu.
- Ah, mas ele pode estar fazendo isso tudo escondido – o cara mora numa caverna.
 Na verdade, não. E isso quem disse foi a equipe médica composta por mais de 20 especialistas, liderados pelo renomado neurofísico indiano Sudhir Shah, que vigiou examinou o sujeito por 2 semanas durante testes realizados em 2010. Até a água da banheira em que ele se lavava era medida antes e depois do banho, sem ele saber, para se certificar de ele não tinha tomado uns goles.
- Mas se ele não come, não bebe, não urina nem defeca... Como ele vive?
 Como, exatamente, nem a ciência conseguiu (ou não quis) explicar. Decidiram manter os resultados como confidencial. Algo me diz que de alguma forma os EUA vai roubar esse conhecimento e aprimorá-lo para a guerra. Tudo que foi divulgado é que sua urina e fezes são reaproveitados pelo organismo. E para a fonte de sua alimentação, segundo ele, a deusa Amba fez um furo no céu de sua boca, de onde nasce um líquido doce que o alimenta. Interessante, não?
 Como sou nada curioso, fui pesquisar sobre o assunto e descobri que essa prática é chamada de INÉDIA ou RESPIRATORIANISMO, e é bastante comum em um país. Sabe qual? Isso mesmo, a Índia. Os indianos levaram o jejum ao nível Chuck Norris.
 A técnica, que para alguns é uma filosofia de vida, consiste em alimentar-se apenas da energia vital, cujo nome pode variar de uma cultura para outra. Em países do Oriente como Japão e China, é chamado de Qi. Na Índia, de Prana. Aqui no ocidente, chamamos de energia vital. A ciência a conhece como psicoenergia ou mesmerismo, que nada mais é do que magnetismo animal.

Jasmuheen, hoje com 57 anos e no detalhe nos anos 90
 Mas a inédia, ou alimentação prânica, não é praticada apenas na Índia. No final dos anos 90 ela se popularizou através de uma distinta senhora australiana chamada Ellen Greve (que nada tem a ver com greve de fome), que hoje com 75 anos de idade, ainda vive divulgando a prática da inédia pelo mundo.
 Jasmuheen, como ficou conhecida, afirma alimentar-se da luz solar e desde que tornou-se figura pública, ganhando multidões de seguidores (inclusive no Brasil), teve seu nome ligado à várias polêmicas, desde sua recusa a participar de testes em institutos científicos, à casos de morte atribuídos à prática da inédia, como os de uma senhora da suíça e da australiana Verity Linn.
 Seriam Prahlad Jani e Ellen Greve, charlatões? Teriam eles alcançado um estágio avançado de conhecimento ou uma espécie de habilidade especial? Seria mesmo possível viver apenas de luz e ar?
 Restam as dúvidas. E a dúvida, meus caros, é a mãe do conhecimento.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Vivendo Errado

Operários (Tarsila do Amaral, 1933)
 Quando Yeshua veio ao mundo, a religião já existia. Já se matava e morria por ela. As sinagogas já existiam. Os religiosos já existiam. E as diferenças causadas por isso também. Mas Yeshua propôs algo diferente. Ele deixou claro que aquilo era errado. Sua mensagem destruía completamente tudo que havia até então: “não vim trazer paz, mas espada!”.
 Qual cristianismo você diz conhecer?  Qual euangelion você ouviu?
 A igreja que se diz apostólica, ao mesmo tempo se diz romana. Por acaso, não foram os romanos que crucificaram Yeshua e mataram os apóstolos?
 Esta mesma igreja, destruiu dezenas de evangelhos e escolheu quais escritos fariam parte daquilo que hoje conhecemos como Bíblia Sagrada.
 Esta mesma igreja constituiu para o planeta, um líder. Líder este que se diz infalível*, no entanto muitos deles superaram Hitler em suas atrocidades.
 Esta mesma igreja que controlava os copistas, que tinham como ofício criar cópias das cópias das cópias das cópias de um suposto pergaminho original, e estas cópias por sua vez, também eram posses da dita igreja.
 Desta mesma igreja, surgiram muitas outras seitas, com ideologias próprias e até mesmo com bíblias próprias. Evangélicos, protestantes, pentecostais, entre tantos outros. Batista, Metodista, Luterana, Presbiteriana, Anglicana**, Mórmon, Assembleia de Deus, Sara Nossa Terra, Deus é Amor, Só o Senhor é Deus, Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça de Deus, Mundial do Poder de Deus, Tabernáculo da Fé, e tantas outras dezenas de centenas de denominações, e o melhor: tudo isso se diz cristianismo.
 Mas ora, ora... Que engraçado. E eu jurava que Cristo havia pregado a unidade. Bem, mas o mundo está cheio de doutores. Quem sou eu para questionar, não é mesmo?
 Diante disso, não posso deixar de perguntar: qual Yeshua você conhece?
 Gandhi disse que amava Cristo. Porém não amava os cristãos. E justificava - “eles são tão diferentes de Cristo”.
 Ao estudar as escrituras que acredito ser a Bíblia Sagrada, ou seja, que contém as palavras ditas por Yeshua, e que confio estarem traduzidas de forma bem próxima do original, não posso deixar de sentir nojo do cristianismo vivido hoje. E que me perdoem os senhores, mas não estou me referindo ao catolicismo. Esse já perdeu o posto de algo próximo de Cristo há muitos séculos, o que não o impede de enquadrar-se no meu desprezo e tristeza.
Ao ler a bíblia, fica claro que Yeshua não queria que fizéssemos o que fazemos.
 Estamos vivendo errado. E segundo o que cremos, posso afirmar com segurança: o céu está longe. Muito longe!
 Yeshua não ensinou a construir templos suntuosos e com luxo. Não disse que deveríamos ir à igreja. Aliás, uma palavra que ele nunca citou (pelo menos não consta) foi “igreja” (que conhecemos)***.
 Yeshua era contra as dissenções, a inveja, a avareza, corrupção, maldade e afins.
O Yeshua que conheço, ensinou a humildade. O mais instruído em quem Yeshua confiou, o traiu (?).
 Este Yeshua não tinha profissão. Não tinha casa. Não tinha família.
 Este Yeshua não morreu de fome, nem de frio. E nunca esteve em solidão.
 O Yeshua que conheço era contra o sistema daquela sociedade. Ensinava a ser diferente; tratando não com igualdade, mas considerando sempre o outro maior que si mesmo.
 Este Yeshua se opôs à todas as tradições errôneas, às quais as pessoas já estavam habituadas. Quebrou regras e protocolos. Rompeu paradigmas e dogmas.
 Este Yeshua foi além do comum. Foi torturado e assassinado por isso. Por que era diferente. Queria que tudo fosse diferente. Queria que eu fosse diferente. Esse Yeshua queria que o nosso hoje fosse diferente do hoje dele.
 E é?
Extraído da minha agenda de 9 de setembro de 2011. Escrito às 23:48, numa pizzaria.


*Em novembro de 2013 o Papa Francisco confessou ser pecador.
**Não contida no texto original.
***A palavra Ekklesia, citada por Yeshua 2 vezes, se refere à reunião de escolhidos, chamados, não tem o significado de igreja que conhecemos hoje.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Escrita de Luz


Fotografia.
Ah! Fotografia, sua linda!
Eu amo quando encontro galerias e exposições de fotografias fascinantes na web. E amo escrever sobre os fotógrafos culpados por tanto fascínio.
Na verdade eu queria falar sobre fotógrafos brasileiros, mas prometo que um dia ainda faço isso (tá difícil decidir os melhores). É que não resisti e tive que compartilhar com vocês o trabalho desses três gringos super talentosos.

                     Kyle Thompson, Chicago
 O primeiro é o jovem (1 ano mais velho que eu!) estadunidense Kyle Thompson, de Chicago, a 3ª cidade mais populosa dos EUA. Kyle sempre morou na periferia e aos 19 anos começou fotografar, segundo ele, despretensiosamente, casas abandonadas e florestas da região onde morava, inspirado pelas fotografias de Francesca Woodman, fotógrafa dos anos 80 que começou sua carreira aos 13 e encerrou aos 22, suicidando-se. Espero que Kyle não siga seu exemplo à risca.
  Depois de ter abandonado seu antigo emprego, entregador de pizza, Kyle passou a se dedicar cada vez mais às suas fotos, definidas por ele mesmo como “fotografia surrealista”. E ter resultados cada vez mais surpreendentes.
  Em 2011 ele cria o álbum 365, que consistia em publicar uma fotografia a cada dia, objetivando o desenvolvimento da técnica e o aperfeiçoamento. Nele podemos acompanhar a evolução e o amadurecimento de suas fotos. O resultado é simplesmente inacreditável.
  Kyle não tem formação acadêmica. E isso é o que mais impressiona. Em menos de 3 anos com uma câmera na mão, a qualidade e a emoção de suas fotos superam as de muitos famosos das nossas academias. Suas fotografias se espalharam rapidamente pelo mundo, fazendo sucesso por onde quer que passem. Não tem como não gostar.
  Viaje por alguns instantes nos seus álbuns e galerias e tire suas próprias conclusões.
 Atualmente, com 21 anos, o moço viaja pelos EUA e Canadá fotografando para seu futuro livro (preciso dizer que quero um?). Se vier ao Brasil, Kyle, já tem onde ficar.

Maia Flore, Paris
O segundo da lista, ou melhor, a segunda, é a francesa Maia Flore (gostei do nome!). Hoje com 25 anos, cria fotografias de estilo semelhante ao de Kyle, surrealistas e conceituais.
  Ao contrário de Kyle, Flore tem formação acadêmica – formou-se em 2010 na Gobelins L'École de L'Image, em Paris.
  Segundo ela, suas fotos representam o romper do limite entre realidade e irrealidade, o que seria uma maneira de desafiar o real do cotidiano, revelando surpresas dentro dele.
  Em 2011 ela se juntou à Agência VU, de Paris, da qual Kyle também faz parte. Sei não, mas acho essa agência bem esperta. Em 2012 ganhou uma residência fotográfica na Finlândia e esse ano, em São Francisco, na Califórnia. Talentosa, não?
  Além de outros trabalhos, que são super premiados e famosos não só na Europa, ela publicou sete álbuns em seu site, que vão desde Morning Sculpture, que mostra como fica a cama a cada manhã, durante uma semana, ao que ela chamou de Two Directions, seu primeiro trabalho, feito ainda no último ano de academia, na Suécia. Pura abstração. Beleza e técnica já ficou evidente que não faltam. Vale mais do que a pena conferir.
  Seus álbuns que mais me atraíram: Adventures, pela ousadia e pelo surrealismo que chega a ter um toque sublime; e o Sleep Elevations, que lembra muito alguns sonhos de infância. Transmite uma sensação incrível de leveza, muito sutil. Em geral, sua fotografia chega a ser doce. Tem um toque delicado. Uma abordagem engraçada da realidade. É poético.


Eric Leleu, Xangai
 O terceiro e último, mas não menos importante (aliás, foi o primeiro dos três que conheci e o primeiro a gentilmente responder meu e-mail), é o também francês Eric Leleu, que atualmente vive em Xangai, na China, e é o menos adolescente do post de hoje, com 34 aninhos.
  Eric teve seu primeiro contato com a fotografia aos 13 anos, quando eu ainda pensava em nascer, 1993. Mas não foi com uma câmera, diferente do que normalmente acontece. Foi com o processo de tratamento e revelação das fotografias. Eric contou em entrevista ao site Photography Of China que ficou fascinado ao ver as imagens surgindo nos papéis em branco, durante o tratamento dos negativos. Revela ainda que apesar de não ter tido uma educação artística, sua mãe que era grande fã do Impressionismo mantinha a casa cheia de quadros do Van Gogh e sempre o levava à exposições. Talvez isso explique a paixão por cores fortes e marcantes e o incrível tom impressionista de suas fotos.
  É difícil escolher qual dos seus álbuns é o mais interessante, mas se eu tivesse que fazê-lo, arriscaria entre Subtitles e Day Dreamers.
  O primeiro, é dividido em três fases: na primeira, Eric limita-se a fotografar faixas colocadas em diversos lugares, desde comércio, residências e praças. Na segunda, ele passa a colocar faixas com provérbios em lugares propositais, específicos. Por fim, na terceira fase o fotógrafo passa a colocar apenas as faixas, sem nada escrito. A interpretação das legendas fica por conta do leitor.
  Já o álbum Day Dreamers, mostra uma face pouco conhecida da grande China. Como os trabalhadores acordam cedo e dormem tarde, encontraram uma solução bem prática para respeitar o corpo e a mente – dormir durante o dia. Em pequenos cochilos. Independente do lugar ou de quem esteja perto. Durante anos ele registrou esses momentos. O resultado é bem interessante.
  Eric é também co-fundador da agência Blank Shangai, autora do vídeo I Like People, que usa suas imagens do álbum Instants Décisifs, que aliás, eu super recomendo e como ele próprio diz: “o vídeo é quase mais interessante que as fotos”.
 

Enfim, não tem como não se apaixonar por fotografia. Não mesmo.

sábado, 28 de dezembro de 2013

O Curioso Caso de Elisa Lam

Elisa Lam, 21.
 Em janeiro de 2013 uma turista canadense estava hospedada num hotel em Los Angeles, na Califórnia. Elisa Lam, de 21 anos, que viajava sozinha optou pelo Hotel Cecil, famoso por seu histórico de assassinatos em série e supostos suicídios mal solucionados. Até aí tudo bem. Aliás, qual o problema em se hospedar num hotel desses, né?!
 No início de fevereiro Elisa Lam desaparece e a polícia local inicia uma busca por seu paradeiro.
 Numa terça-feira (19), após muitas reclamações por parte dos hóspedes, que alegavam terem sentido um sabor estranho e asqueroso na água, um funcionário decide verificar os tanques d’água no terraço do prédio.
Hotel Cecil, famoso pelas mortes obscuras
 Segundo o relato obtido pela polícia, depois de desligar o alarme de segurança da porta que dá acesso ao terraço, o funcionário posicionou uma escada ao lado dos tanques para verificar se havia algo de errado nos reservatórios, abrindo o lacre de cada um. Ao verificar o quarto e último tanque, ele se deparou com o corpo de Elisa.
 Diante disso, a polícia solicita as gravações das câmeras de segurança do hotel. Procuravam pela última aparição da jovem. E o que encontraram só aumentou o mistério. Veja o vídeo.
 Ao assistir o vídeo a sua explicação provavelmente foi a mesma que a minha: drogas. Porém exames toxicológicos comprovaram que Elisa não havia ingerido qualquer substância do tipo. Nem mesmo álcool. De qualquer forma, as portas de um elevador, normalmente, não ficam abertas por 3 minutos sem motivo algum e depois simplesmente abrem e fecham a cada 10 segundos, como mostra o vídeo. Isso a polícia ainda não conseguiu explicar, embora o caso tenha sido encerrado como morte por afogamento acidental.
 A investigação do histórico médico de Lam revela que ela sofria de transtorno bipolar, embora seus amigos relatem que ela era uma jovem carinhosa e normal.
 Outro detalhe que continua sem explicação é o fato de o alarme de segurança não ter disparado quando a porta do terraço, que é um espaço restrito à equipe de funcionários do hotel, foi aberta. Tampouco há explicação para o tanque estar fechado pelo lado de fora.
 Quanto ao fato de Elisa não ter usado escada alguma para chegar ao topo da caixa d’água, o que foi motivo de teorias conspiratórias em vários blogs, inclusive do Brasil (Megacurioso, Isso É Bizarro e Arquivo UFO), acho que tenho uma possível explicação. Vejamos.
Já que Elisa não teria usado escadas, tampouco poderia escalar o tanque de quase 3 metros de altura, essa seria uma explicação bem razoável para como ela teria chegado ao topo da caixa d'água.

Repare que uma pessoa que consiga acessar o telhado consegue facilmente descer sobre o tanque. Outra hipótese é a de que ela poderia ter se apoiado sobre a grade de proteção, alcançando sem grande dificuldade a tampa do reservatório.

 De qualquer forma, completando quase 1 ano, o caso controverso ainda tem perguntas sem respostas e é origem de muitas histórias de terror e teorias de conspiração. Episódio recente foi o protagonizado pela celebridade norte-americana conhecida como Tila Tequila. No dia 8 desse mês a maluca atriz postou no Facebook que era a única pessoa do planeta que sabia como Elisa Lam tinha morrido. Segundo ela, a jovem teria sido vítima de um ritual, assim como o astro do cinema Paul Walker. Confesso que fiquei intrigado com o post. Principalmente depois de conhecer o site da mocinha, que na verdade é vietnamita e se chama Tila Nguyen.
 Como se não bastasse, 5 dias depois de encontrarem o corpo da jovem, Los Angeles foi assolada por um surto de tuberculose. E o que isso tem a ver com o caso? Nada demais. Apenas o fato de o exame de detecção da tuberculose se chamar LAM-ELISA. Tá, essa eu não sei explicar.
 E pra encerrar, deixando sua mente bugada refletindo, vou recomendar um filme bem bacana. Água Negra, dirigido por Walter Salles e lançado em 2005. Qualquer semelhança é mera coincidência.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Invisível aos olhos



"Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?"
 
 
 O essencial ao nosso ver não é a prioridade para ele. Logo percebemos que nosso objetivo material básico  para nossa sobrevivência é dispensável, supérfluo. Metaforicamente, isso se aplica aos nossos ideais de vida. Aquilo que almejamos é desprezível aos olhos dele.
 Ele ensina ainda que em vez daquilo que parece lógico almejarmos, o que necessitamos, na realidade, é abstrato, como a justiça e a paz.
 Mais a frente, ele ensina: “Buscai primeiro o reino de Deus...”. Logo entendemos com prioridade. Então nosso SER se vê ameaçado. Como assim, buscar primeiro o reino de Deus? Mas e a minha vida? Preciso ser alguém na sociedade. Tenho sonhos a realizar. Metas a conquistar.
 Para esse medo, ele termina: “e as demais coisas vos serão acrescentadas.”
 Se dermos prioridade a ele, ele terá cada um de nós como prioridade. A certeza disso, é o ensinamento que ele nos dá sobre os pássaros. Estes não trabalham, logo, não recebem salário. Mesmo assim, não passam fome. Sempre há sustento para todos eles.
 Logicamente a dieta de um pássaro é muito menor que a de um humano. E isso pode abrir espaço para um cético querer, com sua razão e compreensão lógica, desconstruir esse ensinamento. Para estes, Yeshua tem uma pergunta bem simples: “Por ventura não sois vós muito mais importantes que os pássaros do céu?”
 Aqui vejo o criador do universo se comprometendo a não decepcionar àqueles que se arriscarem, àqueles que ousarem se entregar a ele totalmente, dando a ele prioridade e total confiança.
 Para concluir, quero esboçar a minha total incompreensão àqueles que aceitam, mesmo após clara advertências como “não vos conformeis com este mundo” ou “o mundo jaz no maligno”, de total bom grado e satisfação, ou seja, sem nenhuma expressão de descontentamento ou dúvida, o sistema atual.
 Essas pessoas nascem, começam a estudar, trabalham, envelhecem e morrem (quando a morte não lhes surpreende interrompendo este ciclo). E raros são os que ousam pensar de forma diferente, ou tentam enxergar além daquilo que todos veem. E quando estes o fazem, são tidos como loucos, rebeldes. São injuriados, humilhados e, na maioria dos casos, calados. E calar estes envolve um processo bastante conhecido: perseguir, prender, torturar e matar. E vale a pena mencionar aqui que mesmo matando esses loucos, suas ideias permanecem vivas, e graças dou por isso. Se eu tivesse que conhecê-los estaria perdido.
 Pois bem, agora sim, concluindo. Muito me indigna ver cristãos (leia-se aqueles que pensamos serem-no) tremendo suas pernas finas, borrando-se de medo de serem esses loucos que a sociedade tanto tenta destruir. E o motivo de tamanha indignação, senhores e senhoras, é que ao fazerem-no, eles estão negando Yeshua, e ao contrário de Kepha, que chorou amargamente ao perceber o seu erro, estes encaram sua traição como algo comum pois suas consciências estão cauterizadas, e o que é pior, esta prática é constante, diária.
 E minha indignação se dá não apenas por isso. Se ao menos não houvesse um conselho dizendo “porventura não provém o vosso erro de não conhecerdes as escrituras?” para que todos pudessem entender onde diz que aqueles que realmente o amassem, seriam chamados de loucos, rebeldes. Seriam incompreendidos, perseguidos, maltratados e até mortos. Ele acrescenta ainda que estes que o fizerem seriam ainda mais dignos e receberiam maior recompensa.
 Ora, ora... Termino perguntando: por acaso, não sucede isso aos loucos, rebeldes, maltrapilhos e mal vistos da nossa sociedade?
 E você, quer se tornar um deles?


Extraído da minha agenda de 10 de Setembro de 2011.

Biografiada

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Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brazil
Estudante, 20 anos, canceriano, feio, humanossexual, paulista, moreno, trompetista, leitor, magro, palhaço, amante. Ator, voluntário do Greenpeace, sonhador e aspirante a Hippie com tendências circenses. E provisório.

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