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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Breve Poesia

Poesia não sua
Poesia transpira
E apesar de ser sua
Você pouco admira

A poesia é minha
Por isso tropeça
Ela pouco caminha
Por mais que eu peça

Disse estar cansada
Por isso sentou
Não quis mais levantar
Então aqui terminou.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Poema Engarrafado

Cosme e Damião
Cospe e dá um pisão

São Expedito
Benedito

Santo Antônio
Enxofre e Argônio

São Miguel
Só comia pão-de-mel

São Rafael
Também comia pão-de-mel

São Gabriel
Também comia pão-de-mel

Santa Maria, a rainha
Queria pão-de-mel
Mas já não tinha.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Desculpinha Esfarrapada

 Quase um mês depois, consegui aparecer. Mesmo que apenas para dizer que ainda estou vivo.
 Perdoem-me pelo sumiço. É que na vida real, a gente precisa brincar de gente grande e acaba se enrolando nessa brincadeira sem graça chamada trabalho. Aí já viu. É mais difícil que fazer malabarismo com três bolinhas e ainda girar dois bambolês na cintura. Apesar de ainda estar de "férias" da faculdade, mal tenho conseguido descansar.
 Não que eu não tenha escrito nada ou não tenha encontrado coisas super interessantes na net. Até tenho escrito. Metades.
 Metade de um artigo. Metade de um poema. Metade de uma reflexão. Metade de uma história. Metades.
 Tenho encontrado cada coisa supimpa, e nada mais posso fazer do que me enviar os links por e-mail, para em alguma madrugada de insônia, ou final de semana de tédio, tentar escrever algo sobre.
 Paciência e compreensão é o que peço.
 Acho que ainda não aprendi a ser gente grande.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Inédia

Jejum, presente em várias religiões ao redor do mundo
 Jejum. Com certeza você já ouviu essa palavra.
 A prática do jejum está presente em diversas religiões ao redor do mundo, podendo ser total, onde a pessoa se priva totalmente de ingerir qualquer substância, ou parcial, onde admite-se a ingestão de bebidas ou alimentos específicos.
 Segundo relatos bíblicos, Moshe teria jejuado por 40 dias e 40 noites. Outros personagens da bíblia a repetirem a façanha, foram os profetas Eliyahu e Yeshua.
 Os judeus jejuam no Yom Kippur. Os muçulmanos, no Ramadan. Os cristãos e os budistas jejuam casualmente, como no caso dos católicos, que também aderem à prática na Quaresma.
 No sentido religioso, a prática do jejum está associada à purificação, através da submissão das necessidades do corpo, às do espírito. Jejuando, o praticante quer dizer que alimentar a alma é mais importante que alimentar o corpo. No caso do budismo, o jejum é motivado também pela necessidade de se reconhecer a importância do alimento e pela busca do auto-controle.
 Além do sentido religioso, o jejum pode adquirir significado de protesto, numa expressão conhecida como greve de fome. A pessoa se priva de alimentos até que uma determinada situação ou problema seja solucionado. Especialista nisso, tendo jejuado por longos períodos mais de 15 vezes, temos o lendário indiano Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido pelo título de Mahatma Gandhi. Casos recentes que ganharam notoriedade na mídia, foram os do palestino Samer Issawi, que jejuou por 8 meses, período em que ficou sob custódia da justiça israelense, e dos mais de 450 presos políticos do Egito, que iniciaram em 23 de dezembro uma greve de fome, como forma de denunciar as desumanidades cometidas pelos opositores de Mursi.
 Agora que já sabe o que é jejum, o que acharia se eu te dissesse que há pessoas que jejuam há mais de 70 anos? Duvida? Então, senta que lá vem a história.

Prahlad Jani, nos testes de 2010
 Não lembro exatamente quando, mas vi uma matéria no site G1 sobre um indiano (sempre eles, né?!) de 83 anos que dizia não comer nem beber há 70. É como se o sujeito fosse capaz de fazer fotossíntese, alimentando-se apenas da luz do sol e de oxigênio. Como se não bastasse, ele também não urina, nem defeca. Estou falando de Prahlad Jani, um Sadhu.
- Ah, mas ele pode estar fazendo isso tudo escondido – o cara mora numa caverna.
 Na verdade, não. E isso quem disse foi a equipe médica composta por mais de 20 especialistas, liderados pelo renomado neurofísico indiano Sudhir Shah, que vigiou examinou o sujeito por 2 semanas durante testes realizados em 2010. Até a água da banheira em que ele se lavava era medida antes e depois do banho, sem ele saber, para se certificar de ele não tinha tomado uns goles.
- Mas se ele não come, não bebe, não urina nem defeca... Como ele vive?
 Como, exatamente, nem a ciência conseguiu (ou não quis) explicar. Decidiram manter os resultados como confidencial. Algo me diz que de alguma forma os EUA vai roubar esse conhecimento e aprimorá-lo para a guerra. Tudo que foi divulgado é que sua urina e fezes são reaproveitados pelo organismo. E para a fonte de sua alimentação, segundo ele, a deusa Amba fez um furo no céu de sua boca, de onde nasce um líquido doce que o alimenta. Interessante, não?
 Como sou nada curioso, fui pesquisar sobre o assunto e descobri que essa prática é chamada de INÉDIA ou RESPIRATORIANISMO, e é bastante comum em um país. Sabe qual? Isso mesmo, a Índia. Os indianos levaram o jejum ao nível Chuck Norris.
 A técnica, que para alguns é uma filosofia de vida, consiste em alimentar-se apenas da energia vital, cujo nome pode variar de uma cultura para outra. Em países do Oriente como Japão e China, é chamado de Qi. Na Índia, de Prana. Aqui no ocidente, chamamos de energia vital. A ciência a conhece como psicoenergia ou mesmerismo, que nada mais é do que magnetismo animal.

Jasmuheen, hoje com 57 anos e no detalhe nos anos 90
 Mas a inédia, ou alimentação prânica, não é praticada apenas na Índia. No final dos anos 90 ela se popularizou através de uma distinta senhora australiana chamada Ellen Greve (que nada tem a ver com greve de fome), que hoje com 75 anos de idade, ainda vive divulgando a prática da inédia pelo mundo.
 Jasmuheen, como ficou conhecida, afirma alimentar-se da luz solar e desde que tornou-se figura pública, ganhando multidões de seguidores (inclusive no Brasil), teve seu nome ligado à várias polêmicas, desde sua recusa a participar de testes em institutos científicos, à casos de morte atribuídos à prática da inédia, como os de uma senhora da suíça e da australiana Verity Linn.
 Seriam Prahlad Jani e Ellen Greve, charlatões? Teriam eles alcançado um estágio avançado de conhecimento ou uma espécie de habilidade especial? Seria mesmo possível viver apenas de luz e ar?
 Restam as dúvidas. E a dúvida, meus caros, é a mãe do conhecimento.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Vivendo Errado

Operários (Tarsila do Amaral, 1933)
 Quando Yeshua veio ao mundo, a religião já existia. Já se matava e morria por ela. As sinagogas já existiam. Os religiosos já existiam. E as diferenças causadas por isso também. Mas Yeshua propôs algo diferente. Ele deixou claro que aquilo era errado. Sua mensagem destruía completamente tudo que havia até então: “não vim trazer paz, mas espada!”.
 Qual cristianismo você diz conhecer?  Qual euangelion você ouviu?
 A igreja que se diz apostólica, ao mesmo tempo se diz romana. Por acaso, não foram os romanos que crucificaram Yeshua e mataram os apóstolos?
 Esta mesma igreja, destruiu dezenas de evangelhos e escolheu quais escritos fariam parte daquilo que hoje conhecemos como Bíblia Sagrada.
 Esta mesma igreja constituiu para o planeta, um líder. Líder este que se diz infalível*, no entanto muitos deles superaram Hitler em suas atrocidades.
 Esta mesma igreja que controlava os copistas, que tinham como ofício criar cópias das cópias das cópias das cópias de um suposto pergaminho original, e estas cópias por sua vez, também eram posses da dita igreja.
 Desta mesma igreja, surgiram muitas outras seitas, com ideologias próprias e até mesmo com bíblias próprias. Evangélicos, protestantes, pentecostais, entre tantos outros. Batista, Metodista, Luterana, Presbiteriana, Anglicana**, Mórmon, Assembleia de Deus, Sara Nossa Terra, Deus é Amor, Só o Senhor é Deus, Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça de Deus, Mundial do Poder de Deus, Tabernáculo da Fé, e tantas outras dezenas de centenas de denominações, e o melhor: tudo isso se diz cristianismo.
 Mas ora, ora... Que engraçado. E eu jurava que Cristo havia pregado a unidade. Bem, mas o mundo está cheio de doutores. Quem sou eu para questionar, não é mesmo?
 Diante disso, não posso deixar de perguntar: qual Yeshua você conhece?
 Gandhi disse que amava Cristo. Porém não amava os cristãos. E justificava - “eles são tão diferentes de Cristo”.
 Ao estudar as escrituras que acredito ser a Bíblia Sagrada, ou seja, que contém as palavras ditas por Yeshua, e que confio estarem traduzidas de forma bem próxima do original, não posso deixar de sentir nojo do cristianismo vivido hoje. E que me perdoem os senhores, mas não estou me referindo ao catolicismo. Esse já perdeu o posto de algo próximo de Cristo há muitos séculos, o que não o impede de enquadrar-se no meu desprezo e tristeza.
Ao ler a bíblia, fica claro que Yeshua não queria que fizéssemos o que fazemos.
 Estamos vivendo errado. E segundo o que cremos, posso afirmar com segurança: o céu está longe. Muito longe!
 Yeshua não ensinou a construir templos suntuosos e com luxo. Não disse que deveríamos ir à igreja. Aliás, uma palavra que ele nunca citou (pelo menos não consta) foi “igreja” (que conhecemos)***.
 Yeshua era contra as dissenções, a inveja, a avareza, corrupção, maldade e afins.
O Yeshua que conheço, ensinou a humildade. O mais instruído em quem Yeshua confiou, o traiu (?).
 Este Yeshua não tinha profissão. Não tinha casa. Não tinha família.
 Este Yeshua não morreu de fome, nem de frio. E nunca esteve em solidão.
 O Yeshua que conheço era contra o sistema daquela sociedade. Ensinava a ser diferente; tratando não com igualdade, mas considerando sempre o outro maior que si mesmo.
 Este Yeshua se opôs à todas as tradições errôneas, às quais as pessoas já estavam habituadas. Quebrou regras e protocolos. Rompeu paradigmas e dogmas.
 Este Yeshua foi além do comum. Foi torturado e assassinado por isso. Por que era diferente. Queria que tudo fosse diferente. Queria que eu fosse diferente. Esse Yeshua queria que o nosso hoje fosse diferente do hoje dele.
 E é?
Extraído da minha agenda de 9 de setembro de 2011. Escrito às 23:48, numa pizzaria.


*Em novembro de 2013 o Papa Francisco confessou ser pecador.
**Não contida no texto original.
***A palavra Ekklesia, citada por Yeshua 2 vezes, se refere à reunião de escolhidos, chamados, não tem o significado de igreja que conhecemos hoje.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Escrita de Luz


Fotografia.
Ah! Fotografia, sua linda!
Eu amo quando encontro galerias e exposições de fotografias fascinantes na web. E amo escrever sobre os fotógrafos culpados por tanto fascínio.
Na verdade eu queria falar sobre fotógrafos brasileiros, mas prometo que um dia ainda faço isso (tá difícil decidir os melhores). É que não resisti e tive que compartilhar com vocês o trabalho desses três gringos super talentosos.

                     Kyle Thompson, Chicago
 O primeiro é o jovem (1 ano mais velho que eu!) estadunidense Kyle Thompson, de Chicago, a 3ª cidade mais populosa dos EUA. Kyle sempre morou na periferia e aos 19 anos começou fotografar, segundo ele, despretensiosamente, casas abandonadas e florestas da região onde morava, inspirado pelas fotografias de Francesca Woodman, fotógrafa dos anos 80 que começou sua carreira aos 13 e encerrou aos 22, suicidando-se. Espero que Kyle não siga seu exemplo à risca.
  Depois de ter abandonado seu antigo emprego, entregador de pizza, Kyle passou a se dedicar cada vez mais às suas fotos, definidas por ele mesmo como “fotografia surrealista”. E ter resultados cada vez mais surpreendentes.
  Em 2011 ele cria o álbum 365, que consistia em publicar uma fotografia a cada dia, objetivando o desenvolvimento da técnica e o aperfeiçoamento. Nele podemos acompanhar a evolução e o amadurecimento de suas fotos. O resultado é simplesmente inacreditável.
  Kyle não tem formação acadêmica. E isso é o que mais impressiona. Em menos de 3 anos com uma câmera na mão, a qualidade e a emoção de suas fotos superam as de muitos famosos das nossas academias. Suas fotografias se espalharam rapidamente pelo mundo, fazendo sucesso por onde quer que passem. Não tem como não gostar.
  Viaje por alguns instantes nos seus álbuns e galerias e tire suas próprias conclusões.
 Atualmente, com 21 anos, o moço viaja pelos EUA e Canadá fotografando para seu futuro livro (preciso dizer que quero um?). Se vier ao Brasil, Kyle, já tem onde ficar.

Maia Flore, Paris
O segundo da lista, ou melhor, a segunda, é a francesa Maia Flore (gostei do nome!). Hoje com 25 anos, cria fotografias de estilo semelhante ao de Kyle, surrealistas e conceituais.
  Ao contrário de Kyle, Flore tem formação acadêmica – formou-se em 2010 na Gobelins L'École de L'Image, em Paris.
  Segundo ela, suas fotos representam o romper do limite entre realidade e irrealidade, o que seria uma maneira de desafiar o real do cotidiano, revelando surpresas dentro dele.
  Em 2011 ela se juntou à Agência VU, de Paris, da qual Kyle também faz parte. Sei não, mas acho essa agência bem esperta. Em 2012 ganhou uma residência fotográfica na Finlândia e esse ano, em São Francisco, na Califórnia. Talentosa, não?
  Além de outros trabalhos, que são super premiados e famosos não só na Europa, ela publicou sete álbuns em seu site, que vão desde Morning Sculpture, que mostra como fica a cama a cada manhã, durante uma semana, ao que ela chamou de Two Directions, seu primeiro trabalho, feito ainda no último ano de academia, na Suécia. Pura abstração. Beleza e técnica já ficou evidente que não faltam. Vale mais do que a pena conferir.
  Seus álbuns que mais me atraíram: Adventures, pela ousadia e pelo surrealismo que chega a ter um toque sublime; e o Sleep Elevations, que lembra muito alguns sonhos de infância. Transmite uma sensação incrível de leveza, muito sutil. Em geral, sua fotografia chega a ser doce. Tem um toque delicado. Uma abordagem engraçada da realidade. É poético.


Eric Leleu, Xangai
 O terceiro e último, mas não menos importante (aliás, foi o primeiro dos três que conheci e o primeiro a gentilmente responder meu e-mail), é o também francês Eric Leleu, que atualmente vive em Xangai, na China, e é o menos adolescente do post de hoje, com 34 aninhos.
  Eric teve seu primeiro contato com a fotografia aos 13 anos, quando eu ainda pensava em nascer, 1993. Mas não foi com uma câmera, diferente do que normalmente acontece. Foi com o processo de tratamento e revelação das fotografias. Eric contou em entrevista ao site Photography Of China que ficou fascinado ao ver as imagens surgindo nos papéis em branco, durante o tratamento dos negativos. Revela ainda que apesar de não ter tido uma educação artística, sua mãe que era grande fã do Impressionismo mantinha a casa cheia de quadros do Van Gogh e sempre o levava à exposições. Talvez isso explique a paixão por cores fortes e marcantes e o incrível tom impressionista de suas fotos.
  É difícil escolher qual dos seus álbuns é o mais interessante, mas se eu tivesse que fazê-lo, arriscaria entre Subtitles e Day Dreamers.
  O primeiro, é dividido em três fases: na primeira, Eric limita-se a fotografar faixas colocadas em diversos lugares, desde comércio, residências e praças. Na segunda, ele passa a colocar faixas com provérbios em lugares propositais, específicos. Por fim, na terceira fase o fotógrafo passa a colocar apenas as faixas, sem nada escrito. A interpretação das legendas fica por conta do leitor.
  Já o álbum Day Dreamers, mostra uma face pouco conhecida da grande China. Como os trabalhadores acordam cedo e dormem tarde, encontraram uma solução bem prática para respeitar o corpo e a mente – dormir durante o dia. Em pequenos cochilos. Independente do lugar ou de quem esteja perto. Durante anos ele registrou esses momentos. O resultado é bem interessante.
  Eric é também co-fundador da agência Blank Shangai, autora do vídeo I Like People, que usa suas imagens do álbum Instants Décisifs, que aliás, eu super recomendo e como ele próprio diz: “o vídeo é quase mais interessante que as fotos”.
 

Enfim, não tem como não se apaixonar por fotografia. Não mesmo.

sábado, 28 de dezembro de 2013

O Curioso Caso de Elisa Lam

Elisa Lam, 21.
 Em janeiro de 2013 uma turista canadense estava hospedada num hotel em Los Angeles, na Califórnia. Elisa Lam, de 21 anos, que viajava sozinha optou pelo Hotel Cecil, famoso por seu histórico de assassinatos em série e supostos suicídios mal solucionados. Até aí tudo bem. Aliás, qual o problema em se hospedar num hotel desses, né?!
 No início de fevereiro Elisa Lam desaparece e a polícia local inicia uma busca por seu paradeiro.
 Numa terça-feira (19), após muitas reclamações por parte dos hóspedes, que alegavam terem sentido um sabor estranho e asqueroso na água, um funcionário decide verificar os tanques d’água no terraço do prédio.
Hotel Cecil, famoso pelas mortes obscuras
 Segundo o relato obtido pela polícia, depois de desligar o alarme de segurança da porta que dá acesso ao terraço, o funcionário posicionou uma escada ao lado dos tanques para verificar se havia algo de errado nos reservatórios, abrindo o lacre de cada um. Ao verificar o quarto e último tanque, ele se deparou com o corpo de Elisa.
 Diante disso, a polícia solicita as gravações das câmeras de segurança do hotel. Procuravam pela última aparição da jovem. E o que encontraram só aumentou o mistério. Veja o vídeo.
 Ao assistir o vídeo a sua explicação provavelmente foi a mesma que a minha: drogas. Porém exames toxicológicos comprovaram que Elisa não havia ingerido qualquer substância do tipo. Nem mesmo álcool. De qualquer forma, as portas de um elevador, normalmente, não ficam abertas por 3 minutos sem motivo algum e depois simplesmente abrem e fecham a cada 10 segundos, como mostra o vídeo. Isso a polícia ainda não conseguiu explicar, embora o caso tenha sido encerrado como morte por afogamento acidental.
 A investigação do histórico médico de Lam revela que ela sofria de transtorno bipolar, embora seus amigos relatem que ela era uma jovem carinhosa e normal.
 Outro detalhe que continua sem explicação é o fato de o alarme de segurança não ter disparado quando a porta do terraço, que é um espaço restrito à equipe de funcionários do hotel, foi aberta. Tampouco há explicação para o tanque estar fechado pelo lado de fora.
 Quanto ao fato de Elisa não ter usado escada alguma para chegar ao topo da caixa d’água, o que foi motivo de teorias conspiratórias em vários blogs, inclusive do Brasil (Megacurioso, Isso É Bizarro e Arquivo UFO), acho que tenho uma possível explicação. Vejamos.
Já que Elisa não teria usado escadas, tampouco poderia escalar o tanque de quase 3 metros de altura, essa seria uma explicação bem razoável para como ela teria chegado ao topo da caixa d'água.

Repare que uma pessoa que consiga acessar o telhado consegue facilmente descer sobre o tanque. Outra hipótese é a de que ela poderia ter se apoiado sobre a grade de proteção, alcançando sem grande dificuldade a tampa do reservatório.

 De qualquer forma, completando quase 1 ano, o caso controverso ainda tem perguntas sem respostas e é origem de muitas histórias de terror e teorias de conspiração. Episódio recente foi o protagonizado pela celebridade norte-americana conhecida como Tila Tequila. No dia 8 desse mês a maluca atriz postou no Facebook que era a única pessoa do planeta que sabia como Elisa Lam tinha morrido. Segundo ela, a jovem teria sido vítima de um ritual, assim como o astro do cinema Paul Walker. Confesso que fiquei intrigado com o post. Principalmente depois de conhecer o site da mocinha, que na verdade é vietnamita e se chama Tila Nguyen.
 Como se não bastasse, 5 dias depois de encontrarem o corpo da jovem, Los Angeles foi assolada por um surto de tuberculose. E o que isso tem a ver com o caso? Nada demais. Apenas o fato de o exame de detecção da tuberculose se chamar LAM-ELISA. Tá, essa eu não sei explicar.
 E pra encerrar, deixando sua mente bugada refletindo, vou recomendar um filme bem bacana. Água Negra, dirigido por Walter Salles e lançado em 2005. Qualquer semelhança é mera coincidência.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Invisível aos olhos



"Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?"
 
 
 O essencial ao nosso ver não é a prioridade para ele. Logo percebemos que nosso objetivo material básico  para nossa sobrevivência é dispensável, supérfluo. Metaforicamente, isso se aplica aos nossos ideais de vida. Aquilo que almejamos é desprezível aos olhos dele.
 Ele ensina ainda que em vez daquilo que parece lógico almejarmos, o que necessitamos, na realidade, é abstrato, como a justiça e a paz.
 Mais a frente, ele ensina: “Buscai primeiro o reino de Deus...”. Logo entendemos com prioridade. Então nosso SER se vê ameaçado. Como assim, buscar primeiro o reino de Deus? Mas e a minha vida? Preciso ser alguém na sociedade. Tenho sonhos a realizar. Metas a conquistar.
 Para esse medo, ele termina: “e as demais coisas vos serão acrescentadas.”
 Se dermos prioridade a ele, ele terá cada um de nós como prioridade. A certeza disso, é o ensinamento que ele nos dá sobre os pássaros. Estes não trabalham, logo, não recebem salário. Mesmo assim, não passam fome. Sempre há sustento para todos eles.
 Logicamente a dieta de um pássaro é muito menor que a de um humano. E isso pode abrir espaço para um cético querer, com sua razão e compreensão lógica, desconstruir esse ensinamento. Para estes, Yeshua tem uma pergunta bem simples: “Por ventura não sois vós muito mais importantes que os pássaros do céu?”
 Aqui vejo o criador do universo se comprometendo a não decepcionar àqueles que se arriscarem, àqueles que ousarem se entregar a ele totalmente, dando a ele prioridade e total confiança.
 Para concluir, quero esboçar a minha total incompreensão àqueles que aceitam, mesmo após clara advertências como “não vos conformeis com este mundo” ou “o mundo jaz no maligno”, de total bom grado e satisfação, ou seja, sem nenhuma expressão de descontentamento ou dúvida, o sistema atual.
 Essas pessoas nascem, começam a estudar, trabalham, envelhecem e morrem (quando a morte não lhes surpreende interrompendo este ciclo). E raros são os que ousam pensar de forma diferente, ou tentam enxergar além daquilo que todos veem. E quando estes o fazem, são tidos como loucos, rebeldes. São injuriados, humilhados e, na maioria dos casos, calados. E calar estes envolve um processo bastante conhecido: perseguir, prender, torturar e matar. E vale a pena mencionar aqui que mesmo matando esses loucos, suas ideias permanecem vivas, e graças dou por isso. Se eu tivesse que conhecê-los estaria perdido.
 Pois bem, agora sim, concluindo. Muito me indigna ver cristãos (leia-se aqueles que pensamos serem-no) tremendo suas pernas finas, borrando-se de medo de serem esses loucos que a sociedade tanto tenta destruir. E o motivo de tamanha indignação, senhores e senhoras, é que ao fazerem-no, eles estão negando Yeshua, e ao contrário de Kepha, que chorou amargamente ao perceber o seu erro, estes encaram sua traição como algo comum pois suas consciências estão cauterizadas, e o que é pior, esta prática é constante, diária.
 E minha indignação se dá não apenas por isso. Se ao menos não houvesse um conselho dizendo “porventura não provém o vosso erro de não conhecerdes as escrituras?” para que todos pudessem entender onde diz que aqueles que realmente o amassem, seriam chamados de loucos, rebeldes. Seriam incompreendidos, perseguidos, maltratados e até mortos. Ele acrescenta ainda que estes que o fizerem seriam ainda mais dignos e receberiam maior recompensa.
 Ora, ora... Termino perguntando: por acaso, não sucede isso aos loucos, rebeldes, maltrapilhos e mal vistos da nossa sociedade?
 E você, quer se tornar um deles?


Extraído da minha agenda de 10 de Setembro de 2011.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Adendo

 Lembra daquele post em que falei sobre um artista russo chamado Pyotr Pavlensky, e os 3 protestos feitos por ele que rapidamente se espalharam por jornais de todo o mundo? Então. Nesse mesmo post citei a banda Pussy Riot. Lembro que enquanto eu editava o post, um jornal australiano divulgou uma matéria informando que uma das integrantes da banda, Nadezdha Tolokonnikova havia sido transferida para uma solitária na Sibéria.
 Então. Acontece que fiquei bem feliz ao receber essa notícia hoje pela manhã (no site da BBC) e tive que compartilhar com vocês.



(Não incentivo ou concordo com o que elas fizeram. Mas entendo que na Rússia o nível é hard. O que não justifica em nada a atitude de Putin. Que fique bem claro.)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Lágrimas Guarani

 É com lágrimas que escrevo a postagem de hoje.
 Um dos motivos é a perda de um grande camarada. Mas isso faz parte da vida. É inevitável, de uma forma ou outra. A gente compreende. E aceita. Se conforma.
 Já o outro, não dá pra compreender. Deveria ser evitado. É inaceitável. Não dá para se conformar.
 Não quero culpar Cabral. O que Portugal fez ou deixou de fazer, pouco vai importar agora. Nada daquilo pode ser mudado. Mas o que Mato Grosso do Sul está fazendo com seus indígenas, transcende a monstruosidade.
Latuff, 2013.
 Na impossibilidade de escrever algo decente sobre o assunto (não tô suportando mais ler as matérias nos jornais e os artigos que circulam na internet. É muito cruel), decidi compartilhar com vocês o apelo da comunidade indígena Yvy Katu, de Japorã, no extremo sul de MS.

A Carta das Comunidades Guarani e Kaiowá do tekoha YVY KATU, publicada na última quinta-feira (12), revela a opção coletiva pela resistência diante da ordem de despejo expedida pela Justiça Federal de Naviraí, que pretende ser cumprida nesta quarta-feira (18).


"Estamos esperando por esta terra há dez anos. 
Agora é nosso e vamos permanecer. Vamos morrer tudo aqui.
 Se houver despejo, o governo e a presidente Dilma 
vão ter que preparar um vala bem grande."
Leila Cunã Quaratu, líder indígena

 Não consigo assimilar que isso esteja acontecendo. Não no século XXI. No Brasil. Não depois do Holocausto Nazista, de Holodomor, de Hiroshima e Nagazaki. Depois do Vietnã. Afeganistão. Depois de tudo que deveríamos ter aprendido com esses episódios. Não consigo acreditar que estamos permitindo isso. Não consigo acreditar que vamos assistir o que pode ser um dos maiores genocídios da história do país, patrocinado pela ganância dos nossos fazendeiros aliada à passividade do nosso Governo e órgãos de justiça. Me recuso a crer nisso. (Não consigo mais escrever)

"Não é possível que o primeiro passo para a solução do problema seja a permissão do Ministro da Justiça para que a Polícia Federal realize um genocídio em favor da elite agrária sul-mato-grossense."
 

Biografiada

Minha foto
Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brazil
Estudante, 20 anos, canceriano, feio, humanossexual, paulista, moreno, trompetista, leitor, magro, palhaço, amante. Ator, voluntário do Greenpeace, sonhador e aspirante a Hippie com tendências circenses. E provisório.

Gente Fina

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